Eu nada sei que como exata te revele
Mulher, pessoa simples, tudo ou nada
Nem mesmo se há algo que a impele
A manter-se chama viva e desvelada.
Incógnito anjo branco que permeia o meu dia
Depondo contra minha escuridão com a sua luz,
Está ciente ela de que sua galhardia
Aliena, inebria e à loucura nos induz?
E eu nego, claro, digo ser aleivosia
A cor de sua pele, o ouro de seus cabelos,
E afirmo (mentindo) não haver apostasia
Em desejar tocar-lhe a pele, sentir seus pelos.
Entendo até porque a histeria
Daqueles que a têm por um segundo,
É como se gozassem de uma energia
Não comparada a nada nesse mundo.
Já eu, poeta insone e cafeinado
Desnudo em sonho o branco de sua pele
E invoco o desejo do seu pecado
Imaginando-me contido nele.
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