O Soldado da Anarquia

O SOLDADO DA ANARQUIA

Sylvio de Figueiredo

 

Resoluto e invencível na barricada,
Sem ambição mas cheio de energia,
Tenho minha alma forte, temperada,
Nos combates que travo cada dia.

Rebento da falange torturada
Não me curvo jamais à tirania,
Hoje meu braço empunha a mesma espada
Que em 89 o bom Marat brandia.

Treme o governo ao verbo meu candente,
Misto de imprecações e de bondade,
Que as multidões arrasta para a frente.

Inimigo mortal da trilogia:
Capitalismo, Deus, Autoridade,
Sou soldado vermelho da Anarquia.