A Cura


A CURA

 

Há uma inigualável infinitude
No brilho de teus olhos,
Um limiar de eternidade,
E quando olho me vejo
Refletido na límpida retina
Como se fosse parte dela.

Há uma transparente imortalidade
Em teu sorriso espontâneo,
Não é alegria, é felicidade
E quando sorri, me desenhas
No quadro de tua autenticidade.

Há uma atração involuntária
No ouro de teus cabelos
No dourado de teus pelos
Que escondes sob a roupa.

Há uma pureza na tua teima,
Um ‘singelismo’ em tua vontade,
Esta que  te arde e me queima,
Provando que sou tão frágil.

É uma primazia esta loucura,
Onde tu és a minha doença
Ao mesmo tempo que minha cura.